Editorial

Planejamento Estratégico
Cabe a nós, efetivos atores do teatro odontológico, meditar sobre as palavras de Bono Vox, cantor e guitarrista do grupo musical irlandês U2:
As pessoas precisam acreditar que podem mudar o mundo. Se deixarem de ter fé nisso, não restará nada, além da alienação.
É inquestionável que a evolução científica da Odontologia permite, na atualidade, solução para a grande maioria das patologias bucais, dentro de padrões satisfatórios de qualidade.
Por sua vez, os profissionais preocupam-se, cada vez mais, em aprimorar os conhecimentos técnico-científicos, de modo a oferecer aos pacientes os mais avançados tratamentos disponíveis.
Prova plena de tais afirmações são as 4.771 presenças de colegas que assistiram aos 115 cursos promovidos pelo CRO-RJ ao longo de 2007.
Nunca houve tantos cursos de pós-graduação sendo oferecidos aos cirurgiões-dentistas, o que pode ser confirmado pelo aumento incessante de colegas que registram especialidades concluídas.
Cada vez mais se valoriza a promoção de saúde, em detrimento da atenção à doença.
Porém, o cirurgião-dentista, que é o agente responsável pelo atendimento clínico, cada vez mais se vê sujeito a questionáveis regras de mercado.
Diz-se que a Odontologia passa por uma fase de reorganização, pois o mercado de prestação de serviços odontológicos está esgotado.
Limitados pelas possibilidades de realização da oferta frente aos padrões de procura, alguns colegas buscam mecanismos de diferenciação profissional com estratégias destrutivas e maléficas, em uma prática à qual alguém já se referiu como concorrência predatória e autofágica.
A maioria, porém, sabe estar sendo avaliada pela quantidade de atos praticados, ao ponto de a qualidade dos serviços não ser na prática considerada, devido ao aumento da participação de intermediários, cuja atuação despersonaliza o exercício clínico da profissão, comprometendo o que nela há de mais sagrado a relação profissional / paciente.
Não se pode fazer de conta que as empresas intermediadoras de atenção à saúde bucal trabalham em parceria com o cirurgião-dentista, como pretendem fazer crer, uma vez que o objetivo daquelas é administrar a arrecadação financeira e repassar o menor valor possível aos profissionais, assim como fazer aos profissionais exigências cada vez maiores, que vão desde os aspectos logísticos, como a obrigatoriedade do consultório estar informatizado, com internet de banda larga, até as exigências de produção, aliadas aos crescentes empecilhos que são criados aos usuários, de modo a que se utilizem cada vez menos do sistema.
Tal quadro é antagônico ao exercício clínico, não apenas devido à desproporção de poder que há entre as intermediadoras e aqueles que prestam diretamente os serviços odontológicos, mas também pelo crescente afastamento que se verifica entre a fria administração financeira empresarial e uma das disposições preliminares, que de acordo com o Código de Ética Odontológica, rege a nossa profissão o benefício da saúde do ser humano e da coletividade, sem discriminação de qualquer forma ou pretexto.
Cabe a nós, efetivos atores do teatro odontológico, meditar sobre as palavras de Bono Vox, cantor e guitarrista do grupo musical irlandês U2: As pessoas precisam acreditar que podem mudar o mundo. Se deixarem de ter fé nisso, não restará nada, além da alienação.
O Conselho, a quem cabe zelar pelo prestígio e bom conceito da Odontologia, permanece vigilante com relação ao quadro acima descrito , necessitando contudo, que mais colegas se interessem em participar do efetivo planejamento das estratégias a serem utilizadas, contribuindo ainda com a sua implementação, razão de convocarmos os interessados a manterem contato conosco, através do e-mail afonso@cro-rj.org.br.
Afonso Fernandes Rocha
Presidente
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A União dos CD's
como Medicamento - Julho
2010
A Doença e a Cura - Junho
2010
Onde está o retorno
do CD? - Maio
2010
Porque o CRO não
impede a abertura de novas faculdades - Abril
2010
A Ética deve partir
de nós - Março
2010
O Conselho na Política - Fevereiro
2010
Quem sabe faz a hora - Janeiro
2010
Porquê o Conselho
não muda determinadas regras? - Dezembro
2009
As Ações
Individuais do CD e sua Repercussão sobre a Classe - Novembro
2009
ÉTICA - Outubro
2009
Da Odontologia à
Medicina Oral - 125 anos - Setembro
2009
Movimento pelo Resgate
da Dignidade Profissional - Agosto
2009
CBHPO - Situação
Atual - Julho
2009
A Dura Realidade da Odontologia:
Algumas Considerações - Junho
2009
Odontologia: Dura Realidade - Maio
2009
Eterna vigilância - Abril
2009
Legislação
Odontológica - Tempo de Mudanças - Março
2009
Marketing Ético - Fevereiro
2009
Prefeito do Rio de Janeiro
aceita rever a TIS - Janeiro
2009
Onde isso vai parar?






