Editorial

Desalentados
Por não desejarmos que o cirurgião-dentista seja incluído nesse grupo de desesperançados, permanecemos atentos às características do cenário odontológico, cujas modificações exigem acompanhamento constante, razão de o CRO-RJ buscar, de forma contínua, as soluções de interesse da categoria e da sociedade.
Nada mais natural do que colegas, quando se encontram, conversem sobre o que têm em comum: a profissão.
Nessas oportunidades, vem crescendo a freqüência com que os mais jovens mencionam o caso de um colega de turma ou conhecido que passou em concurso público, para cargo com vencimentos elevados, normalmente de outra área.
Chegou ao nosso conhecimento o caso de um colega, com duas especialidades e iniciante na carreira do magistério, que em breve irá abandonar a profissão, por ter sido aprovado em concurso para fiscal de tributos em um estado vizinho e para onde se encontra de mudança.
Aumenta o número de cirurgiões-dentistas que freqüentam cursos preparatórios para o preenchimento dessas vagas. Esses colegas, alguns com anos de experiência profissional, dedicam-se a estudar diversas matérias que não compõem a formação odontológica, como contabilidade e direito, com o objetivo de atingirem uma condição financeira que acreditam ser difícil de obter com o exercício da Odontologia.
Se os que já estão em atividade encontram dificuldades para permanecerem nela, o que dizer dos que iniciam na profissão: além da saturação do mercado de prestação de serviços e da concorrência predatória, são cada vez maiores as exigências para a instalação de um consultório, até mesmo como pessoa física.
Alguém já alertou para o surgimento de um grupo de profissionais de nível superior constituído pelos desalentados, isto é, aqueles que após várias tentativas de entrarem no mercado de trabalho, por não conseguirem nada além do subemprego ou não conseguirem ganhar o necessário, passam a viver à custa de parentes, deixando de participar da economia sob o ponto de vista produtivo.
Por não desejarmos que o cirurgião-dentista seja incluído nesse grupo de desesperançados, permanecemos atentos às características do cenário odontológico, cujas modificações exigem acompanhamento constante, razão de o CRO-RJ buscar, de forma contínua, as soluções de interesse da categoria e da sociedade.
Um exemplo disso aconteceu na sessão legislativa de 11 de março, em que a Câmara de Vereadores do Rio de Janeiro decidiu manter o veto do Prefeito César Maia à Lei 925/06, de autoria dos vereadores Marcio Pacheco (PSC) e Átila Nunes Neto (DEM), mais conhecida como Lei dos 20 minutos.
Como informamos no último CRO-Notícias, a Lei estabeleceria multa de até R$1.000,00 e/ou suspensão do alvará de localização para os casos em que pacientes fossem obrigados a esperar 20 ou mais minutos para obter atendimento.
O CRO-RJ se mobilizou e, em nome da classe odontológica, publicou um documento nos jornais do Rio de Janeiro destacando a insatisfação dos cirurgiões-dentistas, com aquilo que consideravam "uma intromissão externa no exercício da Odontologia", reivindicando "garantir a manutenção da nossa liberdade profissional". No prosseguimento, o prefeito do Rio atendeu aos protestos do CRO-RJ e vetou o projeto de lei.
Dessa forma, graças ao apoio e ao trabalho incansável do vereador Carlos Eduardo (PSB), a Câmara decidiu, por 31 votos a zero, manter o Veto do Prefeito e arquivar a lei.
O apoio do deputado estadual Pedro Fernandes Neto (DEM), também CD, que compareceu à votação, foi importante para demonstrar democraticamente aos vereadores, que a saúde não se conquista com o controle do tempo de atendimento.
Mais uma vez demonstramos que a classe odontológica está vigilante. A ação política junto aos vereadores foi fundamental para garantir a manutenção do veto.
Em outra frente, incentivamos o projeto do deputado federal Neilton Mulim (PR-RJ), no sentido de assegurar o atendimento odontológico aos pacientes internados em CTIs, que por não poderem sequer realizar a higiene oral, na maioria das vezes e têm as condições de saúde bucal agravadas, o que repercute na saúde como um todo.
O CRO-RJ foi ainda, em comissão, ao deputado federal Edson Bez de Oliveira (PMDB-SC), relator do Projeto de Lei do Ato Médico, no sentido de assegurar que a regulamentação da profissão médica não viole os direitos e a autonomia de atuação do Cirurgião-Dentista.
Como o Parlamentar comprometeu-se a respeitar os anseios da classe odontológica
fluminense, de imediato enviamos e-mails para todos os CDs cadastrados no CRO-RJ,
solicitando que se manifestassem sobre o Ato Médico, sendo muitas as
respostas recebidas, que irão compor um documento a ser encaminhado. Afonso Fernandes Rocha
Precisamos nos unir cada vez mais em busca dos interesses comuns. Trabalhando
juntos poderemos impedir a inserção da classe odontológica,
ainda que em reduzida parcela, no grupo dos desalentados!
Presidente
- Agosto
2010
A União dos CD's
como Medicamento - Julho
2010
A Doença e a Cura - Junho
2010
Onde está o retorno
do CD? - Maio
2010
Porque o CRO não
impede a abertura de novas faculdades - Abril
2010
A Ética deve partir
de nós - Março
2010
O Conselho na Política - Fevereiro
2010
Quem sabe faz a hora - Janeiro
2010
Porquê o Conselho
não muda determinadas regras? - Dezembro
2009
As Ações
Individuais do CD e sua Repercussão sobre a Classe - Novembro
2009
ÉTICA - Outubro
2009
Da Odontologia à
Medicina Oral - 125 anos - Setembro
2009
Movimento pelo Resgate
da Dignidade Profissional - Agosto
2009
CBHPO - Situação
Atual - Julho
2009
A Dura Realidade da Odontologia:
Algumas Considerações - Junho
2009
Odontologia: Dura Realidade - Maio
2009
Eterna vigilância - Abril
2009
Legislação
Odontológica - Tempo de Mudanças - Março
2009
Marketing Ético - Fevereiro
2009
Prefeito do Rio de Janeiro
aceita rever a TIS - Janeiro
2009
Onde isso vai parar?






